Você sabia que apenas metade dos estudantes absorve informações usando seus olhos e ouvidos, com o modelo tradicional de aprendizagem nas escolas? Isso significa que o resto aprende tocando e construindo, ou seja, a base do Movimento Maker.

Essa cultura vem chamando a atenção da geração atual, especificamente daqueles jovens que demostram uma paixão pela aprendizagem prática. Na educação, o movimento vem se destacando entre as metodologias ativas, com benefícios consideráveis.

Mas, afinal, o que é, como surgiu e que vantagens são essas? Este post vai responder a essas perguntas. Não deixe de ler!
 

O que é movimento maker?

 
Como uma extensão do conceito “do it yourself” (DIY), conhecido como “faça você mesmo” aqui no Brasil, o movimento maker envolve a ideia de que qualquer um pode, e deve, criar, construir e consertar seus projetos. Tornar reais suas próprias ideias.

Com os avanços tecnológicos e a chegada da era digital, vem ficando mais fácil viabilizar esse conceito. Então, a cultura ganhou força, encontrando cada vez mais adeptos, interessados em criar e compartilhar ideias, com o respaldo da tecnologia.

No que se refere à educação, o “movimento maker” é uma abordagem DIY para aprender, por meio da qual os estudantes constroem, criam e produzem conteúdo personalizado. Consiste em promover espaços diversos de aprendizagem, que proporcionem experiências ativas.

É um método apoiado pelos princípios do construtivismo. De acordo com essa filosofia, os alunos não são apenas recipientes passivos de conhecimento, mas assumem um papel ativo e prático em sua aprendizagem. Habilidades de pensamento crítico, construção, criatividade e exploração são pilares fundamentais do processo de aprendizagem.
 

Como surgiu a cultura maker?

 
O movimento maker cresceu de forma sustentável ao longo dos últimos anos e continuará crescendo nos próximos. Isso se deve a um entusiasmo por inventar e criar novas tecnologias e ferramentas, nos Estados Unidos, na Europa e em muitos outros países.

Dale Dougherty é creditado com o criador do movimento com o lançamento da Make Magazine, em 2005. Desde então, os “makers” inventaram soluções que celebram melhorias em muitos campos – ciência, tecnologia, arte, engenharia, design e música, entre outros. Todos os anos, a Make Magazine patrocina o Maker Faire, que celebrou 191 feiras em 2016 em 38 países. A 11ª feira anual Maker Faire, em São Francisco, reuniu cerca de 1.200 makers e 145 mil participantes.

O Movimento Maker também mudou a maneira de criar, inventar ou simplesmente construir algo. Isso revoluciona a forma como líderes e inovadores investem suas ideias e exploram a curiosidade, criatividade e confiança. Assim, promove a colaboração nas comunidades e enfatiza a criatividade de estudantes.
 

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Quais os principais benefícios de seu uso na educação?

 
O movimento maker é hoje uma das principais tendências em educação, tornando o aprendizado mais significativo e estimulando alunos e professores a buscar soluções para os problemas reais. O método fornece contexto ao conteúdo e valoriza a prática e a experimentação.

As atividades de STEM e Maker também reduzem a distância entre a educação vocacional e a acadêmica, e capacitam as crianças a projetar jogos, construir robôs e aprender o mundo da programação. Esta nova e próxima geração de líderes está mais do que ansiosa para enfrentar novos desafios de aprendizagem, bem como vem adquirindo a capacidade de encontrar as melhores soluções para problemas do mundo real.

Tim Bajarin, da revista TIME, em um artigo intitulado “Por que o movimento maker é importante para o futuro”, explica: “Ele [o movimento maker] tem o potencial de transformar cada vez mais pessoas em makers, em vez de apenas consumidores, e quando você dá aos makers as ferramentas certas e a inspiração, eles têm o potencial de mudar o mundo”. Assim, o crescente movimento de “makers” têm como seu objetivo central tornar os cidadãos “criadores” em vez de “consumidores”, com implicações muito positivas para nosso planeta.

Destacamos aqui alguns dos principais benefícios dessa cultura na educação. Confira!
 

Melhora o aprendizado

 
Como uma metodologia ativa de aprendizado, o movimento maker tira o aluno do papel de espectador e o coloca no protagonismo do seu processo de ensino aprendizagem. Assim, o estudante tem mais autonomia para construir seu conhecimento.

O conceito de aprender na prática é levado ao pé da letra, aumentando a capacidade de retenção dos conteúdos e de raciocínio em cima das questões estudadas. Sai a “decoreba” e entra a criatividade.
 

Estimula o trabalho em equipe

 
Outro ponto muito positivo dessa cultura é que ela fomenta o trabalho em equipe, envolvendo um grupo de alunos em um determinado projeto. Trabalhar em conjunto favorece a troca de experiências e o aprendizado se dá tanto quando um estudante aprende algo com um amigo, como quando ele ensina.

Além disso, trabalhar em grupo desenvolve habilidades fundamentais para a vida profissional no futuro, como liderança, capacidade de delegar e confiar no outro, colaboração etc.
 

Gera motivação

 
Manter o interesse de uma geração cercada por estímulos digitais é um desafio para qualquer professor. Não é de hoje que o ensino tradicional perdeu a capacidade de engajar essa geração que se conecta à internet cada vez mais cedo. Acostumados a buscar respostas no Google e aprender com tutoriais do YouTube, os estudantes de hoje realmente precisam de uma dose tecnologia para se interessar pela escola.

O movimento maker abre a possibilidade de aliar tecnologia e mão na massa, dando ao aluno a chance de explorar por conta própria os recursos disponíveis e criar soluções para os problemas propostos. Essa possibilidade de interação e a liberdade para ação criam um ambiente motivador para o estudo. Quando associado a metodologias de gamificação pode alcançar resultados ainda melhores.
 

Favorece o desenvolvimento de novas habilidades

 
Além de despertar a curiosidade, o uso de novas tecnologias e ferramentas educacionais leva ao desenvolvimento de novas habilidades. A cultura maker não só faz uso da tecnologia como leva o aluno a se comunicar de novas formas, criar, pensar, ajudar o outro e aprender.

Sua prática favorece habilidades como liderança, resolução de problemas, criatividade e empreendedorismo. O movimento maker valoriza a criação do aluno, formando estudantes cujo perfil será essencial no futuro.
 
O desafio é garantir que as escolas, com seus padrões educacionais e métodos, rotinas e horários tradicionais, possam incorporar com sucesso o movimento maker em seus programas. Em grande medida, o sucesso a este respeito depende da disponibilidade de ferramentas educacionais DIY eficazes e relevantes, como o kit SAM Labs. De acordo com um artigo de Edudemic, “uma das melhores maneiras de encorajar os alunos a serem makers é criar um espaço de produção”, ou, em outras palavras, criar uma área equipada para aprender a explorar a capacidade criativa de estudantes.

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